Ela pensou que o mundo
Fosse mesmo o que parece:
Belo e cheio de encantos
Onde os sonhos acontecem
Saiu de casa fugindo da presença de seus pais
E no fundo da alma pensou não voltar jamais
As amigas ensinaram que a liberdade era plena
Para curtir mais a vida que era tão pequena
Ela achou correto e melhor viver do seu próprio jeito
Culpando seus pais por uma série de defeitos
Até as roupas deixou, para provar sua independência
Viveria lindas aventuras ao longo da adolescência
E nada melhor que as noites agitadas da cidade
Para alguém super animado ter contato com a liberdade
Enquanto sua mãr chora, ela não quer nem saber
A vida é curta, não há tempo há perder
Dançar, curtir, farrear é o que manda o coração
As amigas a aplaudem por ter aprendido a lição
Tudo o que queria era mostrar seu valor
Valor que perderia ao conhecer a dor
É que o mundo joga duro, sempre para vencer
Joga as cartas na mesa para o adversário perder
E não seria diferente com a pequena estreante
Que conheceria o horror um pouco mais adiante
As amigas que arranjou tinham costumes estranhos
Ela não se dava bem aos vícios que eram tamanhos
Mas para provar que era capaz como as amigas
Procurava imitá-las para não causar intrigas
Algns meses se passaram, numa praça estava
Tudo estava tão bem que da mãe não mais lembrava
De repente um homem forte e um tanto mal encarado
Se aproximou dela e disse enraivado:
"Você está presa. É menor de idade e está na rua.
Mostra-me os documentos e a ocupação sua.
Agora é tudo diferente, ninguém pode te ajudar
Só sua mãe é quem a pode salvar"
A mãe quando soube lamentou de tristeza
Mas foi buscar a filha ainda que com fraquezaA
filha arrependida chora de se amargurar
Mas coração de mãe é perfeito, sabe amar e perdoar
>> Escrevi este poema quando estava na sétima série do Ensino Fundamental.


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